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Paris: o amor também tem endereço

  • Writer: Lilian Houndley
    Lilian Houndley
  • 1 day ago
  • 11 min read

Updated: 3 hours ago

Caro leitor, cara leitora,

A jornada da Dreamwalker nunca seguiu uma linha reta. Ela foi construída por encontros inesperados, planos cuidadosamente preparados e oportunidades que surgiram quando menos esperava. Cada viagem abriu caminho para outra, como se cada destino revelasse um novo sonho à espera de ser vivido.

Talvez seja justamente por isso que gosto tanto da ideia da Dreamwalker. Viajar nunca foi apenas conhecer lugares. Foi permitir que cada experiência transformasse os caminhos que eu imaginava para a minha própria vida.

Este diário não segue uma ordem de importância, mas a ordem em que os sonhos aconteceram. Depois de Roma, chegou a vez de Paris.

Nossa primeira passagem pela cidade foi surpreendentemente breve. Apenas uma noite e um dia. Poderia parecer pouco para conhecer um dos destinos mais desejados do mundo. Mas algumas experiências não precisam de muitos dias para se tornarem inesquecíveis.

Essa visita aconteceu durante minha primeira viagem à Europa, quando participei de um congresso em Lisboa. As conexões aéreas me presentearam com duas cidades extraordinárias: primeiro Roma e, depois, Paris.

Ao longo deste Dreamwalker Travel Journal, você encontrará outras visitas à capital francesa, mais longas, planejadas e repletas de novas descobertas. Mas existe algo especial na primeira vez. Existe um encantamento que nunca se repete exatamente da mesma maneira.


Uma surpresa chamada Torre Eiffel

Sabendo que teríamos apenas uma noite na cidade, decidi transformá-la em uma lembrança inesquecível.

Sem contar nada ao meu marido, reservei uma diária no Pullman Paris Tour Eiffel, praticamente aos pés da Torre Eiffel. Queria que nossa chegada fosse mágica. Queria que o primeiro encontro dele com Paris fosse exatamente como eu imaginava que deveria ser. E foi.

Ainda no caminho para o hotel, avistamos a Torre Eiffel iluminada. Não existe fotografia capaz de preparar alguém para aquele primeiro encontro. Ela surge imponente, elegante e, ao mesmo tempo, surpreendentemente delicada.

Foi ali que compreendi por que tantas pessoas sonham com Paris.

Sempre digo aos amigos que me perguntam sobre a cidade que eu voltaria mil vezes apenas para ver a Torre Eiffel à noite. E realmente voltei outras vezes. Cada visita trouxe experiências diferentes, mas aquela primeira noite permanece insubstituível.

Nem tudo, porém, é perfeito. Paris também tem suas peculiaridades.

Quem passeia pela região do Trocadéro durante a noite provavelmente encontrará os famosos ratinhos que vivem nos jardins da cidade. Confesso que foi uma surpresa bastante curiosa e até engraçada. Hoje virou uma história divertida para contar.

O hotel superou completamente minhas expectativas. Reservamos um quarto com vista para a Torre Eiffel, jantamos no restaurante do próprio hotel e desfrutamos de um café da manhã memorável.

Foi apenas uma noite, mas foi uma noite de amor, de romance e de sonhos realizados.


Quando um sonho tem nome: Museu do Louvre

Eu já sabia que teríamos apenas um dia inteiro em Paris.

Por isso, escolhi viver um dos meus maiores sonhos: conhecer o Museu do Louvre. Minha primeira dica é simples: chegue logo na abertura do museu. Além de evitar filas, você encontrará as galerias muito mais vazias. Foi assim que consegui observar a Mona Lisa sem aquela multidão que costuma cercá-la ao longo do dia.

Curiosamente, apesar de toda a fama da pintura, ela não foi a obra que mais me impressionou.

O Louvre é um universo. As esculturas, as galerias dedicadas ao Egito Antigo, as pinturas monumentais e milhares de obras espalhadas pelos corredores fazem qualquer visitante perceber que um único dia jamais será suficiente.

E foi ali que confirmei uma filosofia que levo para todas as minhas viagens. Nunca sofra por não conseguir ver tudo. Sempre penso que voltarei. Viajar não é completar uma lista de atrações. É construir motivos para sonhar novamente.

Naquela visita conheci apenas uma parte do Louvre, mas saí completamente encantado. E, como imaginava, anos depois tive a oportunidade de retornar e explorá-lo com muito mais calma.


Caminhando por Paris

Depois do museu, fizemos exatamente aquilo que Paris convida seus visitantes a fazer.

Caminhar. Sem roteiro rígido. Sem pressa. Às margens do Rio Sena, descobrimos uma cidade que vai muito além de seus monumentos. Como o tempo era curto, não tivemos grandes experiências gastronômicas naquela primeira visita. Comemos crepes preparados nas ruas, uma boa baguete francesa e aproveitamos pequenos cafés ao longo do caminho. Às vezes, são justamente essas refeições simples que permanecem na memória.

Entre todas as descobertas daquele dia, uma merece destaque especial: o Fluctuart. Ancorado às margens do Sena, o espaço reúne galeria de arte urbana, centro cultural e um agradável terraço com vista para o rio. Ali fizemos uma pausa. Sentamos para apreciar a paisagem enquanto degustávamos um excelente vinho francês. Se existe um país que entende de vinho, esse país é a França.

Naquela tarde, um rosé servido à beira do Sena resumiu perfeitamente tudo aquilo que Paris representa: elegância, leveza, prazer em viver. Anos depois, essa paixão me levaria a realizar experiências ainda mais especiais pelas regiões vinícolas francesas. Mas essa já é uma história para outro capítulo.


Uma última dica antes de partir

Existe um detalhe importante que poucas pessoas comentam: a Torre Eiffel não permanece iluminada durante toda a noite. O monumento recebe sua iluminação ao anoitecer e o famoso espetáculo de luzes acontece durante cinco minutos no início de cada hora. A iluminação principal costuma ser desligada por volta da 1h da manhã (podendo se estender até 1h45 durante o verão europeu). Vale a pena organizar seu roteiro para não perder esse momento.

Outra dica importante diz respeito aos aeroportos. Naquela época, eu ainda viajava bastante utilizando companhias aéreas de baixo custo. Muitas delas, operavam no Aeroporto de Beauvais, localizado cerca de 85 quilômetros de Paris. O deslocamento pode levar entre uma hora e meia e duas horas. Foi ali que aprendi uma lição que levo para todas as viagens.

Sempre que possível, vale a pena investir um pouco mais em voos que utilizem aeroportos mais próximos da cidade. É claro que isso depende do orçamento de cada viajante. Mas, quando o tempo é curto, economizar horas de deslocamento significa ganhar mais tempo vivendo experiências.


O que ficou de Paris

Quando penso naquela primeira visita, três imagens vêm imediatamente à memória:

  1. A Torre Eiffel iluminando nossa primeira noite na cidade.

  2. A emoção de finalmente conhecer o Museu do Louvre.

  3. O pôr do sol no Fluctuart, brindando às margens do Sena com um vinho francês.

Foi pouco tempo, mas alguns sonhos não precisam de muitos dias para se tornarem eternos. Ao deixar Paris naquela tarde, eu já sabia que voltaria. E voltei. Mas essa é uma história para os próximos capítulos. Antes disso, nossa jornada continua em uma cidade muito especial: Lisboa.


Roteiro Dreamwalker | Uma noite e um dia em Paris

Primeira noite

  • Check-in no hotel.

  • Caminhada até a Torre Eiffel para vê-la iluminada.

  • Aproveite o espetáculo de luzes no início de cada hora.

  • Jantar no restaurante do hotel ou nas proximidades.

  • Caminhada noturna pelo Trocadéro.


Manhã

  • Café da manhã no hotel.

  • Visita ao Museu do Louvre logo na abertura.

  • Reserve pelo menos três horas para explorar o museu.


Almoço

  • Experimente um crêpe, uma baguete francesa ou um café em uma das pequenas boulangeries da cidade.


Tarde

  • Caminhada pelas margens do Rio Sena.

  • Passeio sem roteiro pelas ruas do centro histórico.

  • Final de tarde no Fluctuart, apreciando um bom vinho francês enquanto observa o pôr do sol.


Encerrando a viagem

  • Organize seu deslocamento com antecedência, especialmente se o embarque for pelo Aeroporto de Beauvais.


Informações úteis


Dica Dreamwalker

Não tente conhecer Paris inteira em uma única viagem. Paris é uma cidade para ser vivida aos poucos. Se você tiver apenas um dia, escolha poucas experiências e aproveite cada uma delas com calma. Foi exatamente assim que vivi minha primeira visita. Passei apenas uma noite e um dia na cidade, mas voltei para casa com lembranças que permanecem vivas até hoje.

Na Dreamwalker, acreditamos que viajar não é colecionar atrações, mas colecionar histórias. E, às vezes, uma única noite é suficiente para transformar um sonho em uma lembrança para a vida inteira.


Paris: Where Love Has an Address


Dear Reader,

The Dreamwalker journey has never followed a straight path. It has been shaped by unexpected encounters, carefully planned moments, and opportunities that appeared when I least expected them. Every trip opened the door to another, as if each destination revealed a new dream waiting to be lived.

Perhaps that is exactly why I love the idea behind Dreamwalker so much. Traveling has never been just about visiting places. It has always been about allowing each experience to reshape the path I imagined for my own life.

This journal does not follow an order of importance, but rather the order in which my dreams came true.

After Rome, it was Paris's turn.

Our first visit to the city was surprisingly brief—just one night and one day. It may seem like too little time to discover one of the world's most desired destinations. Yet some experiences do not require many days to become unforgettable.

This visit took place during my first trip to Europe, when I attended a conference in Lisbon. My flight connections gifted me two extraordinary cities: first Rome, then Paris.

Throughout this Dreamwalker Travel Journal, you will discover other visits to the French capital—longer, better planned, and filled with new discoveries. But there is something unique about the very first time. There is a sense of wonder that can never be experienced in exactly the same way again.


A surprise called the Eiffel Tower

Knowing that we would spend only one night in the city, I decided to make it unforgettable.

Without telling my husband, I booked a room at the Pullman Paris Tour Eiffel, located just steps from the Eiffel Tower. I wanted our arrival to feel magical. I wanted his first encounter with Paris to be exactly as I had imagined mine would be.

And it was.

Even before reaching the hotel, we caught our first glimpse of the illuminated Eiffel Tower. No photograph can truly prepare you for that first moment. It rises before you—majestic, elegant, and at the same time surprisingly delicate.

That was the moment I understood why so many people dream of Paris.

I always tell friends who ask me about the city that I would return a thousand times just to see the Eiffel Tower at night. And I did return, more than once. Every visit brought new experiences, but that very first evening remains irreplaceable.

Of course, no city is perfect.

Anyone walking around the Trocadéro at night will probably meet the famous little rats that inhabit the gardens. I must admit it was a rather curious—and even amusing—surprise. Today, it has become one more funny travel story to tell.

The hotel exceeded every expectation.

We booked a room overlooking the Eiffel Tower, enjoyed dinner at the hotel's restaurant, and had an unforgettable breakfast the following morning.

It was only one night.

But it was a night filled with love, romance, and dreams coming true.


When a dream has a name: The Louvre Museum

I already knew we would have only one full day in Paris.

So I chose to fulfill one of my greatest dreams: visiting the Louvre Museum.

My first piece of advice is simple: arrive as soon as the museum opens.

Besides avoiding long lines, you'll experience the galleries before they become crowded. That is exactly how I managed to admire the Mona Lisa without the sea of visitors that usually surrounds it later in the day.

Interestingly, despite its worldwide fame, it was not the artwork that impressed me the most.

The Louvre is an entire universe.

Its sculptures, the magnificent Egyptian collections, monumental paintings, and thousands of masterpieces scattered throughout its galleries make every visitor realize that a single day will never be enough.

It was there that I reaffirmed a philosophy I carry with me on every journey:

Never be disappointed because you couldn't see everything.

I always believe I will come back.

Traveling is not about checking attractions off a list.

It is about creating reasons to dream again.

During that visit, I explored only part of the Louvre, yet I left completely enchanted. And, just as I had hoped, I eventually returned years later with enough time to discover much more.

Walking Through Paris

After leaving the museum, we did exactly what Paris invites every visitor to do.

Walk.

Without a strict itinerary.

Without rushing.

Along the banks of the Seine, we discovered a city that extends far beyond its famous monuments.

Since our schedule was tight, we did not enjoy elaborate meals during this first visit.

Instead, we tasted freshly made street crêpes, warm French baguettes, and stopped for coffee in charming cafés along the way.

Sometimes, those simple meals become the most memorable because they allow you to experience everyday Parisian life.

Among everything we discovered that day, one place deserves special mention: Fluctuart.

Moored on the banks of the Seine, this floating cultural center combines an urban art gallery, exhibition spaces, and a beautiful terrace overlooking the river.

We paused there for a while.

Sitting by the Seine with a glass of excellent French wine in hand became one of those perfect travel moments that stay with you forever.

If there is one country that truly understands wine, it is France.

That afternoon, a glass of rosé by the river perfectly captured everything Paris represents: elegance, lightness, and the simple pleasure of living.

Years later, this passion would lead me to explore some of France's most remarkable wine regions.

But that is a story for another chapter.

One Last Tip Before Leaving

There is one detail that few people mention.

The Eiffel Tower does not remain illuminated all night long.

Its golden lights come on at dusk, while the famous sparkling light show takes place for five minutes at the beginning of every hour. The main illumination is usually switched off around 1:00 a.m. (or 1:45 a.m. during the summer season).

Planning your evening around this schedule is well worth it.

Another important piece of advice concerns the airports.

At that time, I traveled frequently with low-cost airlines.

Many of them operated from Beauvais Airport, located about 85 kilometers (53 miles) from central Paris.

Depending on traffic and transportation, the journey may take between one and a half and two hours.

That experience taught me an important lesson.

Whenever possible, I now prefer paying a little extra to fly into airports closer to the city.

Of course, every traveler has a different budget.

But when time is limited, saving hours on transportation means gaining precious moments to enjoy the destination.

What Paris Left Behind

When I think about that first visit, three images immediately come to mind.

The Eiffel Tower lighting up our first night in the city.

The excitement of finally visiting the Louvre Museum.

Sunset at Fluctuart, raising a glass of French wine beside the Seine.

It was a very short visit.

But some dreams do not require many days to become eternal.

As we left Paris that afternoon, I already knew I would return.

And I did.

But that is a story for future chapters.

Before that, our journey continues to a very special city:

Lisbon.

Dreamwalker Itinerary | One Night and One Day in Paris

First Evening

  • Check in at the hotel.

  • Walk to the Eiffel Tower to admire it illuminated.

  • Enjoy the sparkling light show at the beginning of each hour.

  • Dinner at the hotel restaurant or nearby.

  • Evening walk around the Trocadéro.

Morning

  • Breakfast at the hotel.

  • Visit the Louvre Museum as soon as it opens.

  • Allow at least three hours to explore the museum.

Lunch

  • Enjoy a traditional French crêpe, a fresh baguette, or coffee at one of Paris's charming boulangeries.

Afternoon

  • Walk along the banks of the Seine.

  • Wander through the historic center without a fixed itinerary.

  • End the afternoon at Fluctuart, enjoying a fine French wine while watching the sunset.

Leaving Paris

  • Plan your transportation in advance, especially if your flight departs from Beauvais Airport.

Useful Information

Dreamwalker Tip

Don't try to see all of Paris in a single trip.

Paris is a city meant to be experienced slowly.

If you only have one day, choose a few meaningful experiences and enjoy each one without rushing.

That is exactly how I experienced my first visit.

I spent only one night and one day in the city, yet I returned home with memories that remain vivid to this day.

At Dreamwalker, we believe that travel is not about collecting attractions—it is about collecting stories.

And sometimes, a single night is enough to turn a dream into a lifelong memory.

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